Jota Wagner

Colors Sound System / Lunatic Jazz Records

2011 – Uma amarga retrospectiva musical

2011 foi (mais) um ano realmente esquisito para quem trabalha com música.  Ninguem descobriu ainda uma forma de se manter independente e ainda assim comprar comida com o dinheiro da música que você compões. O mundo se tornou pop. Ninguem quer saber de música que não contenha um refrão grudendo e fácil, algo como ‘she loves you yeah yeah yeah’  ou  ’la vem o negão cheio de paixão’.

Quando eu digo ´ninguem´ é melhor ser mais específico (ou catastrófico): NINGUEM MESMO!! ninguem do público que está na pista de dança ou em casa, nenhum dono ou programador de club e até mesmo nenhum crítico ou jornalista musical, por mais ‘moderno’ que seja. Hoje em dia, só há espaço para mega hits.

Quem vive em São Paulo sabe o efeito horripilante que a moda ‘foda-se eu gosto mesmo é de hit pop grudento pra cantar junto’ causou    na cena festeira da cidade que já foi o epicentro cultural da américa latina.  Da Augusta à Barra Funda, do Itaim à Lapa, São Paulo virou uma grande “festa de fim de ano da firma”,  uma grande festa trash, uma grande ‘festa dos anos 70,80,90′  sem fim e sem sal.

A cidade continua com bares e clubes ótimos, com decorações e luzes doidas e locações fenomenais (nos quatro últimos clubes abertos – ou reabertos – na cidade, a decoração e a iluminação foram o assunto dos press releases). Mas quando o assunto é música o assunto cai num abismo que eu nunca havia visto.  em 2011 São Paulo atirou à queima roupa em todos os ícones da sua história de noite. São Paulo implodiu tudo o que construímos nos anos 90 e 00.  Os heróis do Cazuza morreram de overdose. Os meus foram simplesmente esquecidos e ignorados.

A velha guarda da qual pertenço geralmente vive dos restos de festas do passado. Há vários projetos aí – como o meu – comemorando seus 10, 11, 15 anos e que não passam de uma aura quase esquecida  pelo público do que foi nas décadas passadas.  Preste anteção. Eu estou falando de ‘festas’, porque quando o assunto é música a coisa ficou simplesmente vergonhosa.

Os DJs que não fazem ou não tem uma marca de festa por trás são simplesmente ignorados por São Paulo, mesmo se atualizando musicalmente como qualquer outro astro internacional. Os poucos projetos dedicados à música de pista alternativa da cidade cospem na história paulistana e gastam fortunas com line ups internacionais. Sim. Nada do que fizemos adiantou, São Paulo ainda vive de “DJ gringo”.

Me entristece admitir que ao contrário do Rio de Janeiro ou de Porto Alegre, São Paulo continua sendo a mesma cidade paga pau de outros tempos. A identidade cultural de São Paulo é Maroon 5 e David Guetta. Continuamos trocando pinga por ouro.

Nossos jornalistas continuam assinando rss de blogs alemães em vez de botar o pé na rua.  Nossos donos de clube continuam botando a culpa no público enquanto contratam festivais de mash ups Nirvana´s Smells Like Teen Spirit x Metronomy via Ableton Live, e nossos poucos produtores de festivais e noites preferem se derreter de tesão enquanto jantam com um DJ europeu que gastaram fortunas para trazer a São Paulo.

Os cachês para DJs paulistanos são ridículos. Mesmo em lugares onde uma cerveja custa 10 / 15 reais…

Mas se o DJ não tras público, como mereceria um cachê maior?  E o público gosta de quem? O público gosta do que?

Esta é uma realidade da metrópole que tem espalhados por seus bairros deuses do drum´n´bass, do techno e da house. Que tem lendas vivas e ativas do rock, que tem produtores e compositores que são amados e respeitados por – vejam só – europeus, americanos e japoneses.

Pessoalmente falando, estou plenamente feliz com minha carreira, graças à produção e às músicas lançadas. Me sinto feliz quando vejo gente que eu sempre admirei tocar minha música. É por isso que componho.

No entanto, estou de saco cheio, cansado de ser elogiado por promoter, de ter ‘homenagens prestadas’ por dono de clube toda vez que encontro com eles na noite – e simplesmente ser ignorado de seus line ups.

Estou cansado de cruzar com amigos, colegas ou gente que não conheço (ou não me lembro) na noite ou no pé da cabine e ouvir como eles “amam house music”, como “amam a Colors” ou pior – muito pior – como “São Paulo está uma bosta”…  e ter a certeza de que esta pessoa não vai procurar saber onde você toca novamente, não vai ouvir seu podcast, não vai transformar este amor em atitude. Acontece comigo e acontece com tantos outros.

2012 está aí. Faremos algumas de nossas festinhas, tocaremos em alguns clubs da cidade. Não puxaremos saco de dono de clube, não encheremos a bola de promoter-dj, não faremos ‘presença de internet’.

Tentaremos apenas escrever a melhor música possível, tocar a melhor música possível, nos divertir da forma mais selvagem possível,  respeitar e promover os artistas (velhos e novos) cuja música amamos.

 

São Paulo: para mim em 2011 você foi ridícula.

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30 Responses to 2011 – Uma amarga retrospectiva musical

  1. edgar January 1, 2012 at 6:46 pm

    nos ajudando a lavar a alma, jota!
    feliz 2012 !!!!

  2. powerpill January 1, 2012 at 10:20 pm

    ate o mau2 agora vem numa nova embalagem premium rs
    ta feio o negocio

  3. Nei January 1, 2012 at 11:05 pm

    prefiro ir em festinhas de amigos, ao menos as músicas são boas… realmente esta difícil sair na cidade de São Paulo

  4. Dani Tramonte January 1, 2012 at 11:56 pm

    muito bom!

  5. Guto Beppu January 2, 2012 at 12:24 am

    E pensar que esse tipo de problema ocorria somente no interior… Triste… Muito triste, isso!

  6. Allan Ferry January 2, 2012 at 12:58 am

    Boa noite Jota,primeiramente gostaria de elogiar o belo post,belas palavras também sou Dj a 12 anos sou da época da extinta sound factory e de tantas outras dos anos 90,já promovi festas e sei bem como é isso,ficar puxando saco de promoters,dono de casas não dá cara,prefiro mil vezes fazer uma festa entre amigos,é bem mais divertido e contagiante,infelizmente não adianta se atualizar,comprar,produzir musicas e participar da cena e-music ativamente,o que vale mesmo é você ter um rostinho e corpo bonito “na maioria das vezes” como exemplo ser um ex bbb que ai sim você terá uma grande chance de ser um Dj conhecido.São Paulo é um dos maiores berços quando o assunto é musica….Temos tantos Djs de qualidades que são reis lá fora e aqui na maioria das vezes não tem o mesmo prestigio,adoro alguns gringos,mas primeiramente temos que dar valor nos pratas da casa,temos muitos Djs top,produtores de alto nivél,acho que já passou da hora deste reconhecimento acontecer.No ano de 2011 na minha opinião foi o ano das aberrações quando o assunto é Dj….Virou moda,infelizmente estão “CHEIOS DE DJ” que não conhece a história,como tudo começou,nem se quer saber um compasso,sincronizar,mixar ou seja a arte de discotecar,como diz um amigo meu das antigas quando você chegava no pai de uma garota para pedi-la em namoro e quando era te perguntado qual era a sua profissão e você respondia que era Dj você erá tachado como maloqueiro rs..pelo menos hoje as coisas neste sentido mudaram….Se você é Dj você é bem visto!!!
    Que 2012 seja diferente…Abraço!!!!

  7. Jack January 2, 2012 at 2:20 am

    (aplaudindo de pé)

    Parabéns Wagner, você sintetizou o que todos nós, DJs de verdade, estamos sentindo com a cena paulistana, ou melhor, nacional. Nos 2 últimos anos tendência tem sido cada vez mais descer a ladeira
    Mas como é vc, eu, ou mais de 20 DJs com mais de 15 anos de carreira falando, somos taxados de saudosistas, de não seguirmos tendência, afinal estamos “ultrapassados”(sic)…rs

    Enfim, o que vale pra mim hoje é tocar em uma festa para 20, 30 amigos que realmente gostem do que estão ouvindo do que tocar em uma pista pra 500 e me sentindo em uma sala de estar.

  8. Jeff Char January 2, 2012 at 2:20 am

    Caro Jota Wagner,
    Muito bom seu post! Concordo com praticamente tudo o que você diz! Mas a “identidade cultural Maroon 5 e David Guetta” é a mesma em todo o Brasil e em praticamente no mundo inteiro. Posso lhe garantir que em Porto Alegre está IGUAL! Não pense que isso seja algo exclusivo de Sampa não meu camarada… O que acontece de algo diferente disso são fatos exporádicos, são exceções, que só fazem confirmar a regra.
    Concordo com o que o Memê disse em uma entrevista (que não lembro agora onde foi): grande parte das pessoas hoje vão a noite para beberem ou se mostrarem. Elas não vão para ouvirem música!
    Hoje acredito que estamos em uma “bolha da noite”: praticamente todas elas estão cheias, grande parte delas cobram rios de dinheiro para entrada e cobrando valores absurdos nas bebidas, com a galera PAGANDO. Mas praticamente todas estas festas não têm vibe alguma. A noite está, em linhas gerais, vibeless. Daqui a pouco essa bolha estoura e vamos iniciar um novo ciclo. Para os promoters e donos de casa noturna, isto é ótimo, pois entra grana no caixa deles. Se a música está uma porcaria e o caixa cheio, pra eles é isto que basta. Mas a noite irá encolher. Quem realmente gosta dela, vai procurar por algo novo. E aí é que mora a oportunidade. É ai que, quem só pensa na grana, vai começar a perder também. É ai que as coisas começam a ficar interessantes.
    Vejo que precisamos recriar a necessidade ao público de que o som que amamos é realmente bom e que elas realmente precisam disso, ou seja, fazer mudar a opinião das pessoas, fazer com que elas sintam falta quando não rola uma noite dessas. Sei que não é algo fácil e simples de se fazer, mas pensando estrategicamente, com todo o poder que tem a internet, é possível fazer com que se melhore sim! Mas é preciso tempo, paciência e dedicação!
    Penso que uma boa forma de recomeçar esse movimento é chamando os amigos para uma noite pequena, fazer um vídeo com a vibe da galera, largar no youtube. Precisa SIM exibir isto na internet. É assim que se vende o peixe atualmente. Largue seu video como “um viral”, peça para todos seus amigos publicarem esse vídeo. Mostre o que você oferece e que os outros não. Vejo que presença online como necessária.
    Por sinal, o império dos mashups de qualidade duvidosa também está tomando conta por aqui. Mas isso é fase. Vai passar.
    Um ótimo 2012 para vocês ai e muita boa sorte nos projetos! Talvez esteja com uma visão meio otimista disso tudo, mas acredito que podemos mudar para as coisas mudarem.

  9. z January 2, 2012 at 4:10 am

    São Paulo (e o Brasil) e seu complexo de inferioridade em relação a tudo que é de fora atingiu níveis estratosféricos. um pouco de auto estima faria bem mas os clubs, promoters e “jornalistas” continuam perpetuando a coisa. bem triste.

    • rod January 2, 2012 at 7:25 pm

      finalmente um comentário sensato! Esse complexo de inferioridade tupiniquim não combina com a São Paulo que eu vivo! ORIGINALIDADE GALERA!

  10. luciana January 2, 2012 at 4:49 am

    Camarada … nao perca o seu tempo escrevendo babozeiras !!! como vc e varias pessoas sabem…. BRASIL simplesmente eh assim mesmo, nao muda e nunca ira mudar !!! quer um conselho? ja que vc produz… continua produzindo e esquece do seu BRASIL. quer um conselho ainda mais claro ? faz que nem o GUI BORATTO fez sucesso primeiro fora do que eu em seu proprio BRASIL. Ninguem conhecia GUI BORATTO ai e no mesmo tempo o cara tava estourado la fora… o segredo nao eh ser popular ai e sim fora…. ai vc me pergunta como ? bom, eh so produzir e o resultado vc encontra. valeu

  11. Mauricio Harada January 2, 2012 at 4:53 am

    Parabéns pelo texto, a sinceridade e coragem de se colocar desta forma. DJs tem medo de falar mal de cena, de reclamar de promoters e donos de club, e de criticar o público. O motivo é óbvio: o temor de não tocarem mais. A maioria já não toca mesmo, e sendo uma voz crítica, aí é que as portas podem se fechar mesmo. Afinal, pra qualquer promoter ou dono de club é muito melhor ter um DJ agradecido pela oportunidade de apresentar o seu trabalho, do que um profissional que questiona sobre a qualidade do som, do line-up, do cachê, e que exige ser respeitado enquanto profissional.
    DJs agradecidos e paga pau vejo aos montes. Estes falam pra caralho e soltam aos quatro ventos elogios à vibe alucinante de tal club… O qual não passa de um amontoado de playboys tomando champagne e cagando pro som que embala a festa. Conheço também diversos ótimos profissionais, mas estes estão calados. É fácil falar mal do Jesus Luz ou de algum BBB. Difícil é se poscionar e exigir um cachê decente nas poucas oportunidades que surgem. Por isso admirei seu desabafo.
    Se a cena anda ruim em SP, imagine no resto do país… Curitiba está na mesma situação. Uma cidade que já fo até referência, ou mesmo uma grande promessa na cena eletrônica, perdeu seu rumo há anos. Pela vontade do mainstream Curitiba já tentou ser Londres, mas não deu… e perdeu seu espaço pra Santa Catarina, que está tentando ser Ibiza…
    Gostei tbm da parte em que vc cita o “respeito” e a “consideração” que tantos dizem ter pelo DJ e seu trabalho, mas que nunca se materializaram num convite para tocar… Existe sim este respeito, mas ele geralmente vem de amigos e promoters do underground, o qual nem sempre tem uma boa verba pra te pagar, mas para quem tocamos com prazer.
    Que 2012 seja diferente, se bem que uma mudança positiva na cena demora muito para se solidificar. Bem mais do que o estrago que um remix pop demora pra fazer efeito.

  12. Bruno Mais January 2, 2012 at 11:42 am

    E a música e a discotecagem boas cantam : “Não existe amor em SP…”

  13. Cláudio January 2, 2012 at 2:03 pm

    Não fique triste, Jota, assim caminha a “coisa” há muuuuuito tempo.
    Faz o seguinte, pra vc tentar se alegrar um pouco….dá um pulinho aqui no Rio e “tenta” ficar uns 3 dias ouvindo rádio e saindo na noite….(noite ?????)
    Te garanto que vai achar SP atualmente igualzinho a Manhattan no início dos 80′s…..bfffffff…..
    O único consôlo é saber que a mediocridade é igual no mundo todo atualmente. Basta ver, como disse a Luciana acima, que o Boratto faz “sucesso” (?????) primeiro lá fora…..
    Gzuuuuuuuz……..
    Feliz 2012!!!!!!

  14. DJ Daniel Tuts January 2, 2012 at 3:24 pm

    “Eu estou falando de ‘festas’, porque quando o assunto é música a coisa ficou simplesmente vergonhosa.”

  15. Kdu Mayr January 2, 2012 at 3:26 pm

    Beleza de testo, acho que vc conseguiu expressar o que nós Dj’s e produtores musicais sentem em relação ao que acontece nas noites do Brasil. Hoje qualquer um que compra um Lep top, estala seu traktor, fire scratch ou até mesmo um “virtual dj”, enchem o HD de MP3 da pior qualidade e se lança no mercado como um Dj proficional, sem o minimo proficionalismo ou amor a profição, se vendendo apenas por bebida ou entradas free em boates e casas noturnas. Ou tem os mais “caras de pau” como modelos e artistas globais, que enchem o bolso de dinheiro vendendo sua imagem como red line em eventos (esses sim são para os produtores ou donos de boates, os que valem apena gastar rios de dinheiro). Agora nós, meros mortais que pesquisamos e nos dedicamos para manter certas vertentes da e-music, estamos perdidos em meio de um publico futil e sem personalidade que só quer saber das “chacotinhas pop de sucesso”. Abç e feliz 2012. Kdu Mayr (Electro-Limits).

  16. Dj Paulo Branco January 2, 2012 at 4:36 pm

    É Jota Wagner tempos atrás a “moda” era ser Chef de Cozinha…
    Agora ” todo mundo” quer ser Dj…
    Ex – BBBs, artistas, corredores de fórmula Indy etc…
    Concordo plenamente com seu post , pois é muito difícil tocar em algum lugar em SP.
    Hoje além de ser bom profissional o Dj tem que ter um bom networking…
    Como disse acima o Kdu Mayr:
    ” …Hoje qualquer um que compra um Lep top, estala seu traktor, fire scratch ou até mesmo um “virtual dj”, enchem o HD de MP3 da pior qualidade e se lança no mercado como um Dj profissional, sem o minimo profissionalismo ou amor a profissão, se vendendo apenas por bebida ou entradas free em boates e casas noturnas… ”
    Um abraço e que em 2012 o Cenário Eletrônico mude…

  17. giullianop January 2, 2012 at 6:07 pm

    Muito bom o texto e a percepção do que acontece na cena que você citou, inclusive,poderíamos generalizar a muitos outros circuitos…mas em resumo, tem relação com uma massificação que agora parte do próprio individuo em procurar o lugar comum, ao invés de sua própria opinião…

  18. Rods January 2, 2012 at 6:42 pm

    Se o dj ou o “animador de palco” tiver exposição de midia ele vai tocar e ganhar horrores de dinheiro, pois hoje o que vende é a imagem e não o talento !

    Uma pena que meu amor pela música e pelos decks teimam a resistir, nosso amor e dedicação não vale de nada …..

  19. rod January 2, 2012 at 7:21 pm

    oque falta mesmo é criatividade pra se reinventar! quem vive de passado é museu e quando não surge nada novo que valha a pena fica difícil! O louvor está na capacidade de ser ORIGINAL!

  20. Daniel Lenharo January 2, 2012 at 7:21 pm

    Adorei Jota, mais claro impossível, SP em 2011 foi exatamente isso, ridículo!

  21. Kidcult January 2, 2012 at 7:27 pm

    Muito bom Wagner! Penso que não é só em SP que acontece isso, e sim, em todo lugar. Cultura deixou de ser alimento para a alma humana. Penso que o ser “DJ” foi banalizado e transformado em simbolo para vender bebida, roupa, ou um estilo de vida em que se pode apostar em nome de uma marca… perdeu-se a essência, e o essencial para um DJ de verdade é a música. Mas vamos trabalhando no que a gente acredita, que semearemos o que realmente desejamos. Um bom 2012 pra você e para todos ao seu redor, e repito que aprendi, que a música do coração deverá sempre tocar mais alto. Abraço a todos.

  22. Pingback: A música eletrônica está em crise? Você concorda com isso? | www.ilankriger.net

  23. Victor Bordin January 4, 2012 at 3:01 pm

    Jota, Parabéns, Você disse tudo que eu sempre quis dizer! Fico triste em ver um cenário de uma música tão distinta se tornar uma música de “povão”! Cabeçudos como David Guetta conseguiram transformar nosso Whisky 25 anos em Cerveja Brahma, e isso me deixa francamente enfurecido! Já tentei, mas é impossível brigar contra essa maré, que veio mais como uma enchente, então o que nos resta é nos unir e fechar nosso proprio clube.

  24. E s t a t o January 5, 2012 at 4:56 pm

    Concordo em número e grau JOTA! Porem, esquecer do pessoal da SP GROOVE que migrou para clubes logo quando visionou que isso aconteceria… TECHNORESISTENCE que não se contentaram também e mandaram muito este ano… e a CLASH então? Acho que são nomes que merecem ser lembrados quando se fala de CENA PAULISTANA! Bora inovar !! ..electro House GOSPEL! Porque o mundo esta acabandoooo……

  25. Pingback: Estado da Música em 2012: Crise, Morte, Vida e Renovação | Factóide!

  26. Alex January 13, 2012 at 2:56 pm

    to contigo e nao abro, cada letra deste texto! sintetizou o que muita gente pensa mais tem medo de falar…

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